Não confio cegamente em médicos. Vivo contradizendo esses profissionais. Eles aprendem praticando com cadáveres! Logo, não estão plenamente capacitados a cuidar de alguém vivo. Parecem ter uma programação mental pessimista quanto à minha saúde. Adoro quando dizem que há algo que eu não posso fazer. É praticamente uma ordem para que eu faça. E ordens são ordens... Como eu poderia confiar em pessoas que, na sua maioria, escolhem cuidar da saúde da população por conta dos altos salários e não do bem estar de seus semelhantes? Vimos recentemente nos telejornais, cenas estarrecedoras de um anestesista do Hospital das Clínicas de São Paulo abusando sexualmente de uma paciente sedada. A anestesia que deveria servir para proteger a paciente, protegeu o autor de um estupro. Um crime, uma vergonha. Mas o problema está na estrutura da carreira. O ingresso na medicina deveria ser uma prova de abnegação, de amor ao próximo e essa profissão, um tipo de voluntariado para talentos. No campo prático, a área da saúde pública parece mostrar uma das poucas vitórias da ética socialista sobre os abusos cometidos no capitalismo. Como é possível haver empresas que fazem remédios com o intuito de lucrar? Todo remédio deveria ser fornecido pelo Estado! Para quê, afinal, haver um Estado se não para garantir as condições de vida e segurança da nação? A meu ver, o maior pré-requisito para o estudo da medicina deveria ser a solidariedade para com o próximo, o altruísmo, a total falta de ambição financeira. E os medicamentos deveriam ser gratuitos, todos. Enriquecer vendendo caro aquilo que só vai salvar a vida de quem tem dinheiro para comprar é uma vergonha, uma prova do atraso moral da humanidade. Não vejo por aí ninguém se incomodando com isso, mas a mim incomoda, e muito.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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