Nos últimos dias, tem-se discutido na mídia o polêmico caso da aluna da Uniban, Geyse Arruda, que foi atacada por seus colegas de faculdade ao tentar assistir às aulas usando um vestido considerado curto demais. Geyse só pôde sair do campus escoltada pela polícia. A faculdade abriu uma sindicância interna e chegou até a expulsar a aluna, voltando atrás, em seguida, na sua decisão.
A pergunta mais ouvida é: quem teria razão? A aluna, ao escolher a roupa que bem entendesse ou a faculdade, tentando preservar o ambiente escolar? Cabe aqui analisar alguns fatores.
Em primeiro lugar, precisamos caracterizar o que seria o atentado à moral e ao pudor. Num país onde se lutou pela prática do top less nas praias cariocas há 10 anos, onde há 15 anos dançava-se em todos os lugares sobre bocais de garrafa e há 30 anos biquínis fio dental revolucionaram as praias, como definir que roupa pode ser moral ou imoral? Cultua-se “mulheres-fruta”, que se exibem à exaustão em programas de TV, em qualquer horário, com trajes mínimos, poses e danças sensuais. Reality Shows exibem todo o tipo de momentos íntimos de uma pessoa, e são assistidos, inclusive, por crianças. O carnaval apresenta desfiles nos quais, quanto menos roupa, melhor. E como Geyse vem a ser atacada, quase apedrejada, se ela mesma é também um fruto dessa cultura do Brasil? A hipocrisia, a histeria coletiva, e por que não, a desculpa para não assistir a uma aula permearam o episódio lamentável ocorrido na Uniban.
E a postura da faculdade? Seria sua obrigação, na área do campus, zelar pela segurança de seus alunos. Numa seqüência de erros, várias atitudes equivocadas foram tomadas, como sugerir que a aluna fosse embora sozinha ou um dos seguranças ser designado para dar um sermão à garota num momento tão impróprio. A seguir, pune-se a vítima, não seus algozes, num equívoco digno de envergonhar os professores de Direito da instituição, que se talvez fossem consultados, opinariam contra tal arbitrariedade. A expulsão de Geyse elevou a proporções internacionais o alarde da hipocrisia presente em cada conduta adotada.
Teria Geyse errado? Não num país com uma cultura como a nossa. A confusão talvez pudesse ser evitada se a faculdade impusesse normas sobre as roupas permitidas para se assistir às aulas, o que também não foi feito. Nada justifica a agressão sofrida pela aluna, nem mesmo um comportamento provocativo. O episódio serve para que retomemos discussões acerca de nossa cultura, acerca da hipocrisia reinante e acerca da aplicação de nossas leis, já que a vítima passou a ser a ré numa instituição cujo o objetivo deveria ser educar a sociedade, e não fornecer péssimos exemplos de julgamentos inadequados e intolerância.
A pergunta mais ouvida é: quem teria razão? A aluna, ao escolher a roupa que bem entendesse ou a faculdade, tentando preservar o ambiente escolar? Cabe aqui analisar alguns fatores.
Em primeiro lugar, precisamos caracterizar o que seria o atentado à moral e ao pudor. Num país onde se lutou pela prática do top less nas praias cariocas há 10 anos, onde há 15 anos dançava-se em todos os lugares sobre bocais de garrafa e há 30 anos biquínis fio dental revolucionaram as praias, como definir que roupa pode ser moral ou imoral? Cultua-se “mulheres-fruta”, que se exibem à exaustão em programas de TV, em qualquer horário, com trajes mínimos, poses e danças sensuais. Reality Shows exibem todo o tipo de momentos íntimos de uma pessoa, e são assistidos, inclusive, por crianças. O carnaval apresenta desfiles nos quais, quanto menos roupa, melhor. E como Geyse vem a ser atacada, quase apedrejada, se ela mesma é também um fruto dessa cultura do Brasil? A hipocrisia, a histeria coletiva, e por que não, a desculpa para não assistir a uma aula permearam o episódio lamentável ocorrido na Uniban.
E a postura da faculdade? Seria sua obrigação, na área do campus, zelar pela segurança de seus alunos. Numa seqüência de erros, várias atitudes equivocadas foram tomadas, como sugerir que a aluna fosse embora sozinha ou um dos seguranças ser designado para dar um sermão à garota num momento tão impróprio. A seguir, pune-se a vítima, não seus algozes, num equívoco digno de envergonhar os professores de Direito da instituição, que se talvez fossem consultados, opinariam contra tal arbitrariedade. A expulsão de Geyse elevou a proporções internacionais o alarde da hipocrisia presente em cada conduta adotada.
Teria Geyse errado? Não num país com uma cultura como a nossa. A confusão talvez pudesse ser evitada se a faculdade impusesse normas sobre as roupas permitidas para se assistir às aulas, o que também não foi feito. Nada justifica a agressão sofrida pela aluna, nem mesmo um comportamento provocativo. O episódio serve para que retomemos discussões acerca de nossa cultura, acerca da hipocrisia reinante e acerca da aplicação de nossas leis, já que a vítima passou a ser a ré numa instituição cujo o objetivo deveria ser educar a sociedade, e não fornecer péssimos exemplos de julgamentos inadequados e intolerância.